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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

LITERATURA DE CORDEL

Ola meus queridos (as), estou de volta para  colocar de novo meus trabalhinhos, onde irei mesclar criações infantil e juvenil, pois atualmente ministro aulas para jovem aprendiz, e eles estão fazendos lindos projetos (que postarei aqui no blog). Para começar colocarei meu projeto de "Literatura de Cordel", que amei fazer e meus alunos fizeram histórias incríveis, no começo reclamaram mas depois adoraram...

Livros de Literatura de Cordel

Os livros são confeccionados com folha de sulfite, são muito fáceis de fazer.

 
Projeto Literatura de Cordel
Elaborado pela Instrutora de Qualificação Profissional: Ana Paula de Carvalho

OBJETIVOS

             Reconhecer a importância da Literatura de Cordel enquanto pastrimonio histórico cultural do povo paraibano, nordestino e brasileiro.
             Utilizar a poesia de cordel como recurso pedagógico para debater temas relacionados à educação escolar como cidadania, solidariedade, preconceito, discriminação racial, consciência ambiental, espiritualidade, ética, educação sexual, combate às drogas, violência, condição social da população, amor ao próximo.
              Estimular a leitura, produção e edição de folhetos de cordel entre alunos.



Publico alvo

            Jovem Aprendiz dos Cursos de Qualificação  Profissional – Operador de Contact Center turma 22, Auxiliar de Construção Civil, turmas 03 e 12 – ISBET – SÃO PAULO.

Procedimentos

       Em sala de aula será explicado aos alunos como era feito, de onde vem e como era vendida a Literatura de Cordel.
          Os alunos farão em sala de aula um livrinho (O LIVRO SERÁ CONFECCIONADO PELA INSTRUTORA ANA PAULA) de Literatura de Cordel, onde eles próprios irão escrever suas histórias com tema livre.
            A instrutora ira acrescentar esse tema, ao Módulo Diversidade Cultural onde fara várias observações as diferentes culturas dos estados brasileiros, mostrando ao jovem o quanto é importante o respeito ao próximo.

       Será ensinado aos alunos como fazer uma xilogravura original e uma com “batata”.

Justificativa

Literatura de Cordel
É poesia popular
É historia contada em versos
Em estrofes a rimar
Escrita em papel comum
Feita pra ler ou cantar.

A capa é em xilogravura
Trabalho de artesão
Que esculpe em madeira
Um desenho com ponção
Preparando a matriz
Pra fazer reprodução.

Os folhetos de cordel
Nas feiras eram vendidos
Pendurados num cordão
Falando do acontecido,
De amor, luta e mistério,
De fé e do desassistido.

A minha literatura
De cordel é reflexão
Sobre a questão social
E orienta o cidadão
A valorizar a cultura
E também a educação.

Mas trata de outros temas:
Da luta do bem contra o mal,
Da crença do nosso povo,
Do hilário, coisa e tal
E você acha nas bancas
Por apenas um real.

O cordel é uma expressão
Da autêntica poesia
Do povo da minha terra
Que luta pra que um dia
Acabe a fome e miséria
Haja paz e harmonia.            (FRANCISCO FERREIRA DINIZ)

Levar a literatura de cordel até a escola significa oferecer um importante e motivante meio de educação aos alunos dos cursos de Jovem Aprendiz, através da poesia popular o aluno poderá conhecer aspectos da história do nordestino, pois o cordel retrata a cultura, o cotidiano, a realidade do povo e suas peculiaridades. Mas pode versar sobre qualquer assunto e ser utilizado como recurso pedagógico para debater temas relacionados à educação escolar como cidadania, solidariedade, preconceito, discriminação racial, consciência ambiental, espiritualidade, ética, educação sexual, combate às drogas, violência, condição social da população, amor ao próximo...

No espaço escolar o cordel poderá ser usado para estimular a criatividade. Como é uma leitura que pode ser cantada, acompanhada de um ou vários instrumentos musicais como viola, rabeca, sanfona, violão, pífano, zabumba, flauta, pandeiro ou outro de interesse do professor, vemos a riqueza da sua utilização. Indiretamente há um incentivo à aprendizagem de determinado instrumento musical, ao próprio canto e à estimulação da educação rítmica, mesmo para aqueles que não queiram estudar ou compor música. Finalmente pode-se orientar os alunos a produzir histórias, o que de fato mais contribuirá para que sejam revelados valores e com isso fazer perpetuar em nossa região o estigma de lugar dos grandes poetas.

 

ANA PAULA DE CARVALHO.
PEDAGOGA